Aprendizagem e Gestão do Conhecimento
Aprendizagem e gestão do conhecimento
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O tema da Aprendizagem Organizacional (AO) não é uma área de consenso. As teorias e abordagens assumem, rapidamente assumem aspetos de grande complexidade, o que afasta da discussão parte dos profissionais da qualidade, dado que não é o essencial do seu trabalho. A aprendizagem envolve sempre um fluxo de informação. Este conceito é mais fácil de operacionar e pode inserir-se nas abordagens que os “qualidistas” normalmente assumem. Os conceitos loop simples e duplo são essenciais. Os gestores são vistos como “sistema de interpretação” e de partilha da informação. O aspeto mais importante dos modelos dinâmicos é a descoberta, a escolha e a ação, em situações de final aberto (únicas que levam à inovação)
As interações entre gestão da qualidade e aprendizagem organizacional são identificadas, como faces da mesma moeda, dando indicação de que é necessário fazer mais investigação neste tema estratégico para a gestão da qualidade. Os métodos ao nível táticos, tais como Six Sigma e Lean mostraram-se carentes de aprendizagem para explicar a sua aplicação reduzida.
Lean e Six Sigma conectam-se com AO a nível tático. Mas, também devem descer para o nível operacional, conectando-se com CEP e Controlo dos processos e muitas outras ferramentas e técnicas. Os fatores críticos de sucesso para a gestão do conhecimento são identificados.
António Ramos Pires has received a PhD from the Faculty of Sciences and Technology – New University of Lisbon – Portugal). He was President of the Portuguese Quality Institute (IPQ), President of the Board of the Portuguese Association for Quality (APQ). He is President of the Board of the Quality Research Network (RIQUA). His research interests are in the areas of process management, design and development.
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