A Qualidade das Organizações e o Papel do diagnóstico de Necessidades de Formação
A Qualidade das Organizações e o Papel do diagnóstico de Necessidades de Formação
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A sociedade atual é caracterizada pelas preocupações económicas e de eficiência, desenvolvimento de novas orientações políticas, pressão por parte dos doentes/utentes cada vez mais informados e exigentes, peso dos média, desenvolvimento de novos conhecimentos na área da tecnológica e biomédica com reflexos diretos na prestação de cuidados de saúde (Marshall,2001;Cheng e Song,2004) e por níveis elevados de competitividade. Para se tornarem competitivas as organizações encaram como a sua maior vantagem o conhecimento. Efetivamente é cada vez maior a exigência de novas competências para o exercício das actividades ou tarefas profissionais o que implica uma permanente atualização dos conhecimentos. Por outro lado, várias organizações apostaram em melhorar a qualidade dos serviços através de políticas e modelos de avaliação da qualidade que exigem dos profissionais saberes que nem sempre foram adquiridos nas escolas e universidades.
A adoção de uma política de formação que defende a participação demonstra uma cultura organizacional que considera o profissional uma mais-valia para o sucesso da organização, que, quer pelo melhoramento da sua satisfação, motivação, comunicação, quer pela redução de conflitos, proporcionam uma melhor aceitação de mudanças organizacionais. Surge assim,a análise de necessidade de diagnóstico como um processo de obtenção de dados através da utilização dos métodos e técnicas específicos de forma a evidenciarem as “lacunas” que podem ser resolvidas através de formação.
É neste quadro que nos propomos colocar à discussão, entre pares, o desenho de uma tese de mestrado em curso no domínio da Intervenção Sócio- Organizacional em Saúde que enquadra a importância da «gestão das pessoas», particularmente por via da «função formação» como aspeto fundamental para a melhoria da qualidade das organizações de saúde.
Ana Isabel Lino Fialho é Licenciada em Radiologia pela Escola Superior de Saúde Egas Moniz em 2009,é atualmente, mestranda do Curso de Intervenção Sócio-Organizacional em Saúde (área de especialização em políticas de administração e de gestão de saúde hospitalar) – Universidade de Évora/Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, estando a efetuar a sua dissertação sob o título ( provisório) : “ Diagnóstico de Necessidades de Formação dos Técnicos de Radiologia. Estudo de caso num serviço de radiologia com tomografia computorizada.”
José Saragoça é Doutorado em Sociologia, é Professor Auxiliar no Departamento de Sociologia da Escola de Ciências Sociais (E.C.S) da Universidade de Évora (U.É). È adjunto do Diretor do Departamento de Sociologia e membro do Conselho Pedagógico da E.C.S da U.É. È investigador integrado do CESNOVA-FCHS-UNL e colaborador no Centro de Investigação em sociologia e antropologia – Augusto Silva- CISA-AS-, da Universidade de Évora. Entre 1991 e 2003 foi formador pedagógico na Escola Profissional da Região do Alentejo (Propriedade da Fundação Alentejo, de que é, atualmente, membro não remunerado do Conselho de Administração). É autor de diversos artigos científicos e do livro Tecnologias da Informação e da Comunicação, Educação e Desenvolvimento dos Territórios (Fundação Alentejo-2009). Os seus interesses de investigação estão direcionados para estudos sobre qualidade, prospetiva estratégica e análise de redes sociais (social network analysis), sobretudo nos domínios da educação, governo eletrónico e cooperação transfronteiriça.
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Competências; Formação; Qualidade; Organizações de Saúde

