Adequação das formas de Participação do doente na segurança dos Cuidados de Saúde às fases de um Programa de Gestão da Qualidade
Adequação das formas de Participação do doente na segurança dos Cuidados de Saúde às fases de um Programa de Gestão da Qualidade
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INTRODUÇÃO: A segurança do doente enquanto dimensão da qualidade clínica tem-se convertido numa prioridade nos Sistemas de Saúde de todo o mundo. São numerosas as referências na literatura onde se descreve uma grande variedade de estratégias e ferramentas que possibilitam a participação dos utentes nesta dimensão da qualidade. No entanto a contribuição dos doentes como sujeitos ativos continua a ser uma tarefa pendente. OBJETIVO: verificar em que fases de um programa de gestão da qualidade, no que diz respeito à segurança dos cuidados de saúde, podem ser incluídos os doentes e qual a forma da participação mais adequada em cada fase. METODOLOGIA: A partir de uma análise temática independente feita por dois investigadores aos estudos selecionados numa revisão sistemática da literatura elaborada e publicada anteriormente, foi-se verificar em que fases de um programa de gestão da qualidade se poderiam aplicar as diferentes estratégias de participação dos doentes na segurança dos cuidados desenvolvidas e/ou aplicadas nesses estudos. Nos casos em que havia alguma divergência pediu-se a intervenção de um terceiro investigador. RESULTADOS: Nos 19 estudos identificados anteriormente eram aplicadas e/ou desenvolvidas um total de 23 estratégias de participação dos doentes na segurança dos cuidados de saúde, sendo que estas se podem dividir em três formas de participação dos doentes, nomeadamente: formas de mobilização dos doentes para a segurança dos cuidados de saúde; formas de promoção da participação ativa dos doentes; e formas de solicitação de informação aos doentes. Nesta análise verificou-se, que as formas de mobilização dos doentes para a segurança dos cuidados são mais adequadas para as fases de planeamento e monitorização da segurança dos cuidados de saúde, as formas de promoção da participação ativa dos doentes são mais adequadas para a fase monitorização da segurança dos cuidados de saúde e/ou na intervenção para melhoria de um ciclo de melhoria da qualidade, e as formas de solicitação de informação aos doentes coadunam-se mais com as fases de monitorização da segurança e na identificação do problema e reavaliação do mesmo de um ciclo de melhoria da qualidade.
CONCLUSÕES: Existem uma série de estratégias e ferramentas que permitem a participação dos doentes na segurança dos cuidados de saúde, que se diferenciam nos resultados, em relação à iniciativa de participação, forma de utilização, e custos ou experiência necessárias para as utilizar. Estas formas de participação podem ser empregues nas diferentes fases de um programa de gestão da segurança dos cuidados de saúde, devendo ser utilizadas de forma complementar.
Segurança dos cuidados de saúde; Participação do doente; Gestão da Segurança do doente

