Uma Análise de Perfis Socioprofissionais dos Enfermeiros
Uma Análise de Perfis Socioprofissionais dos Enfermeiros
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A empresarialização da maioria dos hospitais públicos portugueses trouxe novas práticas de gestão a vários níveis. Acresce que nos últimos anos dentro do sector público na área da saúde os défices orçamentais foram sendo cada vez maiores. Os enfermeiros constituindo a maior parcela de recursos humanos de um hospital depararam-se com medidas que afetaram a sua satisfação profissional. É exemplo a aplicação do Código do Trabalho na contratação de novos enfermeiros e consequentemente com diferenças contratuais perante colegas com contrato de trabalho de funções públicas. Perante esta perspetiva diacrónica os enfermeiros têm vindo a deixar os hospitais públicos, contribuindo para taxas elevadas de rotatividade externa. Em setembro de 2015 abriu concurso nacional para 774 enfermeiros para as Administrações Regionais de Saúde e para o qual se candidataram mais de 10.000 enfermeiros. Este número elevado de candidaturas, mais de 15% da totalidade de enfermeiros inscritos e ativos na Ordem dos Enfermeiros, traz consigo espaço de reflexão sobre os motivos pelos quais os enfermeiros pretendem mudar para os centros de saúde. Perante a magnitude desta problemática pretende-se primeiramente identificar os perfis socioprofissionais dos enfermeiros, recorrendo ao método Análise de Componentes Principais, seguido da Análise de Clusters. A colheita de dados foi realizada através de questionário, aplicado entre abril e maio de 2014, período que antecedeu o concurso, obteve-se uma amostra por conveniência de 463 enfermeiros. Identificados e descritos quantitativamente quatro perfis distintos dos enfermeiros cuja singularidade resulta da situação profissional com o tipo de organização e satisfação com a mesma.
Recursos Humanos; Enfermagem; Satisfação Profissional

